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Portal da Rede Cariniana - Preservação digital e sua prática nos diversos campos dos saberes

Preservação digital e sua prática nos diversos campos dos saberes

Editorial da Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação

 

Editorial da Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação

Volume 14 número 3, set./dez. 2016

Caros leitores,

É com satisfação que anunciamos o lançamento de mais um fascículo da RDBCI , concluindo dessa forma, o ciclo dos volumes de 2016.

Nesse número, trazemos como temática “Preservação digital e sua prática nos diversos campos dos saberes” com o propósito de enriquecer e contribuir para as iniciativas e práticas sobre a preservação digital brasileira, em grande parte promovida pela Rede Brasileira de Serviços de Preservação Digital – Rede Cariniana.

A organização desse número, destinado exclusivamente sobre a temática da preservação digital, se fez em parceria com a Coordenação da Rede Cariniana do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT).

Vale lembrar que a Rede Cariniana “surgiu da necessidade de se criar no Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia – IBICT uma rede de serviços de preservação digital de documentos eletrônicos brasileiros, com o objetivo de garantir seu acesso contínuo em longo prazo.”

Assim, o projeto de implantação da Rede foi elaborado baseando-se em uma infraestrutura descentralizada, utilizando recursos de computação distribuída. Uma rede de preservação digital distribuída precisa da participação das instituições detentoras desses documentos e de sua infraestrutura, em um ambiente padronizado e de segurança que garanta o acesso permanente e o armazenamento monitorado dos documentos digitais.

Tendo o apoio da FINEP, em janeiro de 2013, o IBICT aderiu ao Programa LOCKSS da Stanford University. A partir de então, o serviço foi estendido as instituições que produziam publicações de acesso aberto (open access).

Com isso, a Rede foi iniciada por 9 (nove) instituições distribuídas pelas regiões do Brasil, com o intuito de formar as caixas LOCKSS para preservação digital inicial das publicações periódicas que utilizavam a plataforma Open Journal System (OJS), que também foi traduzida para Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas (SEER), e é coordenada pelo IBICT, com a função de realizar o gerenciamento eletrônico do fluxo editorial de periódicos.

Com projeto da Rede Cariniana deu-se início também a preservação de outros documentos, tais como dissertações e teses, memórias institucionais, documentos arquivísticos, bem como livros eletrônicos.

Desde os seus 3 (três) anos de existência, a Rede Cariniana possibilitou diversos encontros e eventos no âmbito nacional e internacional entre os seus parceiros e colaboradores, conseguindo por esse caminho a criação e formação da Rede de Pesquisa DRÍADE.

A Rede de Pesquisa DRÍADE tem como propósito a promoção e o compartilhamento de estudos e práticas, bem como a integração de conteúdos da memória institucional digital de forma consorciada e federada. A Rede DRÍADE está registrada no Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq, tendo a sua nomenclatura formalizada nesse diretório como Grupo de Pesquisa Estudos e Práticas de Preservação Digital incluindo 09 linhas e cerca de 90 participantes.

Por essa razão, a editoria da RDBCI em parceira com o IBICT propuseram a construção da temática sobre as práticas realizadas nas instituições brasileiras que consolidem a permanência eficaz da preservação digital como um serviço constante na realização da salvaguarda e perpetuação da memória institucional registrados nessas práticas, que ora, estão constituindo esse número e que conta com a participação de cerca de 100% dos pesquisadores da Rede de Pesquisa DRÍADE e da Rede Cariniana.

Com as submissões dos trabalhos, foi possível a realização de uma análise inicial, permitindo que os trabalhos fossem reunidos em 4 (quatro) blocos, possibilitando o agrupamento por afinidades temáticas, a saber:

  • Políticas de preservação digital;
  • Competências em preservação digital;
  • Práticas de preservação digital e,
  • Preservação de periódicos digitais.

Sendo assim, contamos nesse número com 11 (onze) artigos inéditos, publicados na Seção Artigos.

Gostaríamos também de compartilhar que a RDBCI foi submetida à avaliação da SciELO, e no momento obteve êxito em relação aos critérios técnicos, aguardando apenas a avaliação do mérito científico, fato que nos motiva a continuar sempre projetando melhorias para a revista, contando sempre com a parceria e colaboração dos autores e equipe editorial para que isso aconteça. Reforçamos também que estamos trabalhando para a publicação desta edição seja bilíngue.

Dando inícios aos trabalhos, começamos com o primeiro bloco temático “POLÍTICAS DE PRESERVAÇÃO DIGITAL” que conta com um artigo intitulado Política de preservação, conservação e restauração: patrimônio artístico e literário da UFBA, de autoria de Lídia Maria Batista Brandão Toutain, Ana Maria Cerqueira Lima e Maria Alice Santos Ribeiro (Universidade Federal da Bahia), trazendo uma iniciativa da Universidade Federal da Bahia (UFBA), que iniciou um projeto estabelecendo como objetivo políticas específicas de manutenção e preservação do seu acervo visto que a Instituição datada do século XIX acumula acervos significativos e representativos de diversas áreas do conhecimento. Um mapeamento dos bens culturais e artístico, móveis e imóveis foi realizado nos campi da UFBA, em Salvador tendo como resultado o inventário, apresentando componentes de identificação de tipologias e de classificação individual, do estado de conservação dos exemplares das unidades acadêmicas, de prioridades no âmbito da conservação, preservação e restauração do patrimônio. Os resultados desse projeto estarão disponíveis no repositório institucional para consulta da comunidade interna e externa.

O segundo bloco sobre “COMPETÊNCIAS EM PERSERVAÇÃO DIGITAL” apresenta o artigo O papel dos bibliotecários na gestão de dados científicos de autoria de Fabiano Couto Corrêa (Universidade Federal do Rio Grande) e que apresenta uma análise das possibilidades de atuação do bibliotecário em conjunto com pesquisadores para um gerenciamento eficiente de dados científicos e identifica que estes dados exigem soluções de planejamento que incluem conhecimentos específicos sobre a escolha do repositório e técnicas de armazenamento para a conservação e o uso permanente dos dados como chave para o êxito de um projeto de pesquisa.

O segundo artigo deste bloco intitula-se Implementação da preservação digital em repositórios: conhecimento e práticas, dos autores Caterina Groposo Pavão, Sônia Elisa Caregnato e Rafael Port da Rocha e que nos traz uma reflexão sobre a constante busca pelo domínio do conhecimento e das melhores práticas por parte dos pesquisadores e responsáveis pela preservação digital de repositórios. Apresenta um modelo conceitual de preservação digital, a partir de modelos e de fundamentos que foram desenvolvidos em projetos influentes na área, o qual permite identificar, de forma geral, os principais domínios de conhecimento em preservação digital e finalmente, aponta para a necessidade de se fortalecer a relação entre o domínio de conhecimentos em preservação digital em repositórios com as práticas dos inúmeros projetos desenvolvidos globalmente.

 

O terceiro artigo deste bloco intitula-se Competências para a preservação e curadoria digitais de autoria de Murilo Bastos da Cunha e Sonia Araujo de Assis Boeres (Universidade de Brasília) e discute questões sobre as competências que o profissional da informação deverá ter para efetivar o processo de preservação e curadoria digital. O artigo discute o aparecimento das profissões (sob a ótica da Sociologia), a necessidade do trabalho para a realização do ser humano (Psicologia) e as proficiências dos que exercem o ofício da Ciência da Informação para garantir a preservação de informações digitais nas unidades de informações.

O ultimo artigo deste bloco Curadoria digital e preservação digital: cruzamentos conceituais de Thayse Natália Cantanhe de Santos (Universidade de Brasília) discute e constata que existem pontos de interseção e de diferenciação dos conceitos de curadoria e preservação que elucidam e indicam por que um conceito apareceu depois do outro e como cada um se apresenta em face à importância dada à gestão de grandes volumes de dados, especialmente os dados científicos, concluindo que há mais unidade no entendimento do que é curadoria digital do que os conceitos de preservação e que as áreas de atuação de ambas complementam a gestão da informação digital como um todo.

O bloco 3 trata das “PRÁTICAS DE PRESERVAÇÃO DIGITAL”, e engloba o artigo Gestão de repositórios de preservação digital de autoria de Miguel Ángel Márdero Arellano e Alexandre Faria de Oliveira (Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia) e discute sobre as experiências internacionais de implementação de práticas de preservação digital em repositórios com base num levantamento bibliográfico sobre o inicio das práticas de preservação em repositórios digitais. E concluiu que é necessária a aplicação de mais de uma estratégia de preservação digital, para manter, a flexibilidade na integração de funções e serviços que vão além do repositório.

O próximo artigo deste bloco intitula-se Mídias sociais em tempos de bibliotecas 2.0: um estudo em bibliotecas das instituições federais de ensino brasileiras trazendo perspectivas futuras para a preservação digital dos autores Laura Vilela Rodrigues Rezende, Dalton Lopes Martins e Marcel Ferrante Silva (Universidade Federal de Goiás) e apresentou os principais desafios na participação social na Web por parte das Bibliotecas Universitárias das Instituições Federais de Ensino (IFES) Brasileiras, bem como as transformações em relação à atuação destas instituições, especialmente as interações com seu público. Também traz uma reflexão acerca da importância da preservação digital, não somente dos seus acervos, mas também dos relevantes registros das relações estabelecidas entre as bibliotecas e seu público por meio das mídias sociais.

O segundo artigo deste bloco Por uma preservação integral da obra de arte digital: anotações sobre arte tecnológica do autor Pablo Alexandre Gobira de Souza-Ricardo (Universidade Federal de Minas Gerais) apresenta reflexões derivadas de pesquisas sobre arte  e a sua preservação, com o foco do que poderia ser – e significar – uma preservação integral da arte digital.

O ultimo artigo deste bloco intitulado A iniciativa Legatum e a preservação digital de arquivos audiovisuais públicos de Rubens Ribeiro Gonçalves da Silva (Universidade Federal da Bahia), Adriana Lúcia Cox Hollós (Arquivo Nacional-RJ), Ricardo Sodré Andrade (Universidade Federal da Bahia) e Neiva Pavezi (Universidade Federal de Santa Maria) apresenta o percurso e os resultados parciais de pesquisa científica sobre preservação digital de arquivos audiovisuais públicos, cujo principal produto é um modelo de repositório aberto, multi-idiomas e colaborativo, o Legatum.

O próximo e ultimo bloco temático é sobre “PRESERVAÇÃO DE PERIÓDICOS DIGITAIS”, e apresenta dois artigos. O primeiro intitula-se Registrando, indexando e preservando digitalmente a RDBCI: indicadores da produção de 2003 a 2016 dos autores Gildenir Carolino Santos e Danielle Thiago Ferreira (Universidade Estadual de Campinas) que traz uma análise da produção editorada e publicada da “RDBCI: Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação” nos seus treze anos de existência, sob três aspectos: indicadores estratégicos, de preservação e de indexação, a fim de construir indicadores de gestão do fluxo editorial da revista, bem como fomente o crescimento do número de publicações científicas nacionais e internacionais com acesso aberto.

O próximo e ultimo trabalho deste bloco intitula-se Aspectos técnicos da preservação digital de periódicos brasileiros em Ciência da Informação das autoras Priscilla Mara Bermudes Araujo e Rosali Fernandez de Souza (Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia) e traz alguns aspectos técnicos da preservação digital dos periódicos científicos eletrônicos em Ciência da Informação publicados no Brasil, apresentando conceituações e características de objetos digitais, modelos, padrões e formatos reconhecidos internacionalmente, além das estratégias que podem ser empregadas como importantes ferramentas para a preservação digital de periódicos eletrônicos destacando a importância da utilização de tais estratégias para garantir a guarda apropriada, a integridade, a usabilidade e o acesso a essas publicações.

Para finalizar este editorial, aproveitamos para agradecer a todos os autores e as suas valiosas contribuições que fizeram parte desta importante edição da revista. Também agradecer a toda a equipe técnica, conselho editorial e avaliadores desta edição.

Tenham uma ótima leitura!

Danielle T. Ferreira

Gildenir Carolino Santos

Editores Científicos